130 anos de Mário de Sá Carneiro

Figura incontornável da cena literária portuguesa, Sá Carneiro será um nome para sempre associado ao movimento modernista que agitou Portugal no início do século XX.

Em conjunto com nomes como Almada Negreiros, Fernando Pessoa ou Amadeo de Souza-Cardoso, lançou a polémica e vanguardista Orpheu. A publicação não veio a conhecer mais que duas edições mas, ainda assim, transformou-se num dos marcos mais importantes do modernismo em Portugal.

Jovem, criativo e com muita experiência (nem sempre positiva) na bagagem, Sá Carneiro escreve em cerca de 4 anos dezenas de obras em poesia, contos, romance, novelas, cartas, teatro…

Cruzei-me com O Incesto na primeira vista à livraria Lello há quase 10 anos e é um romance absolutamente maravilhoso – entre os elementos autobiográficos, os efeitos do ópio e as alucinações vertiginosas, questiona os contornos do amor e a loucura a que nos pode conduzir.

Aos 25 anos, Sá Carneiro deixa uma carta de despedida a Fernando Pessoa, onde lhe revela o dia em que cometerá o seu suicídio após semanas de intensa alegria, bacanal e realização – que sabe que não durarão para sempre por diversas razões.

Um génio malfadado que viria a deixar um importante marco em tudo o que concretizou.

Já leste algo de Mário de Sá Carneiro? Ficaste com curiosidade?

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