A Elizabeth Desapareceu mas ninguém quer realmente saber

Uma leitura rápida, com escrita acessível e muito ao estilo mais simples dos contos. Apesar de nos deixar curiosos logo à partida, a história não se desenvolve no mesmo sentido – e ainda não sei o que pensar disso.

Emma Healey

Como é que hei de resumir esta leitura? Talvez com um “meh”. Ou se calhar não entendi bem o propósito e na verdade era uma leitura fantástica que me escapou. Enfim, avancemos.

Fiquei bastante curiosa com a narrativa ao ler a contra capa, com aquilo que seria um resumo do conteúdo. Não sou fã de policiais, mas outros mistérios deixam-me sempre intrigada, sobretudo quando há elementos mentais e psicológicos à mistura.

Um resumo da ação principal

Aqui, a ação centra-se em Maud, uma idosa que vive sozinha e que sofre com perdas de memória, e que de repente se apercebe da ausência da vizinha e amiga Elizabeth.

Com o passar do tempo, conseguimos entender que Maud está meia perdida nas suas memórias e que o dia a dia se desenrola com alguma confusão. Organizando-se com pequenos post its onde deixa recados e lembretes, sabe que o sistema é falível e que a confusão só aumenta ao misturar assuntos por resolver, o presente e o passado.

O desaparecimento aparente de Elizabeth é o despoletar de uma série de outros problemas que, concluímos, dominam a vida de Maud. Os sintomas próprios da perda de memória levam-na a confundir-se, a esquecer-se do que já fez e a revisitar situações semelhantes da sua juventude.

Uma base superficial

Mas sinto que houve alguns elementos e certas partes que não fizeram muito sentido, ou que poderiam até ter sido melhor desenvolvidos, e que dão uma base pouco forte e até superficial à história.

Isto verifica-se logo pelo título, que pretende ser a premissa para toda a ação mas depois não tem uma resposta adequada, e prolonga-se nas ações e conversas das personagens.

Entendo que o foco não fosse desvendar de fio a pavio o que aconteceu com Elizabeth, mas antes uma nota inicial para revelar problemas mais profundos com a personagem principal.

Não fez muito sentido: uma pessoa normal repetiria vezes sem conta onde é que ela estaria, para calar a curiosidade do momento.

Já leste livros que sentiste terem falhado de algum modo? Conheces este?


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